quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Encontro de duas mulheres que batalharam muito

O futebol entrou na agenda da presidenta Dilma Rousseff, nesta segunda-feira (24/1), no Palácio do Planalto. A presidenta abriu espaço para um bate-papo com Marta, eleita pela quinta vez consecutiva a melhor jogadora de futebol do mundo. Após a audiência, a jogadora contou que a conversa serviu para que as duas pudessem trocar algumas informações sobre o futebol feminino no Brasil.

“Para mim foi uma honra ser recebida pela presidenta Dilma. Foi um encontro muito bacana de duas mulheres que batalharam muito e conseguiram se sobressair. Estou feliz”, disse Marta numa concorrida entrevista coletiva no hall do Planalto.

Na conversa, Marta convidou a presidenta Dilma para ir a Alemanha, entre os dias 26 de junho e 17 de julho, assistir a participação da seleção feminina de futebol na Copa do Mundo de Futebol Feminino. A jogadora explicou que, mesmo não tendo confirmado “100%” a presença na competição, há expectativa de que a presidenta Dilma esteja presente num dos jogos. Segundo a atleta, tal fato seria importante para o grupo.

Marta disse também que durante a audiência a presidenta perguntou sobre a trajetória da jogadora, de origem humilde do município de Dois Riachos, interior de Alagoas, até ser consagrada por cinco vezes a melhor jogadora de futebol de mundo.

"Ela [presidenta Dilma] perguntou sobre minha história de vida. Tentei resumir ao máximo. Não falei muito. Fiquei muito nervosa.”

Atualmente defendendo o Santos, Marta prepara-se para se transferir para o exterior. Segundo informou, em fevereiro deve jogar por um time europeu, embora não disfarce o interesse em retornar ao futebol brasileiro no segundo semestre deste ano. Marta acredita que o surgimento de novas jogadoras tem sido importante para o reconhecimento desta modalidade esportiva e incentivou que outros clubes brasileiros invistam no futebol feminino.

Na audiência, a presidenta recebeu uma camisa autografada por Marta: “Para a nossa presidente Dilma, com carinho. Marta”, escreveu a jogadora. O presidente do Santos, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, que também acompanhou a jogadora junto com o ministro do Esporte, Orlando Silva, entregou outra camisa do clube com os autógrafos de Robinho, Neymar, Ganso e André – quatro jogadores que disputaram partidas de futebol pela seleção brasileira.



Fonte: Blog do Planalto.

Mais duas cidades do PR inauguram agência do INSS

Mais duas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) serão inauguradas, nesta quarta-feira, 26/01, no Paraná. São nas cidades de Campina Grande do Sul e Lapa, as duas na região metropolitana de Curitiba. O deputado federal André Vargas (PT-PR), que acompanhou o processo de liberação das 37 novas agências para o Estado destaca sua importância. “São agências em locais onde ainda não existe atendimento, vieram facilitar a vida daqueles que necessitam dos serviços do INSS e muitas vezes precisam se deslocar centenas de quilômetros”.

Vargas também explica que o programa de Expansão de agências da Previdência Social elevará para 91 o número de unidades fixas. Também estão realizadas no estado aproximadamente 14 obras de recuperação e modernização de agências já existentes.

A inauguração da agência da Lapa será às 9h30 e a de Campina Grande do Sul às 15h, ambas irão contar com a presença do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho.

As novas agências irão proporcionar a comunidade acesso a perícia médica, pagamento da aposentadoria, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente, serviços que a população só encontrava em Curitiba. Os beneficiários do INSS não terão mais que se deslocar até Curitiba e enfrentar filas para receber o que lhes é de direito. A partir de agora, estes benefícios estarão mais perto dos cidadãos.

O programa de Expansão já inaugurou duas agências no ano passado, Pinhais e Paiçandu e prevê a inauguração de outras dez, ainda no primeiro semestre deste ano. Também estão sendo inauguradas diversas reformas.
Fonte: Site André Vargas

PAC 2: Pinhais assina convênio que garante construção de 634 casas

A Prefeitura de Pinhais assina nesta quarta-feira, 26/01, às 9h30, a ordem de serviço que dará inicio a segunda fase das obras do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC da Habitação no Jardim Jerivá. "Acreditamos neste programa que irá mudar a realidade da vida de muitas famílias de nossa cidade. A partir do momento que assumimos a prefeitura buscamos agilizar as obras, pois sabemos da necessidade de investirmos em habitação e infraestrutura em Pinhais", concluiu o prefeito.

Nesta etapa, serão construídas 634 casas para realocar famílias que vivem nas proximidades dos rios Atuba e Palmital. O investimento é fruto de parceria entre a prefeitura de Pinhais e os governos Federal e Estadual. Além da construção das casas, o programa prevê obras de infraestrutura (pavimentação, drenagem, aberturas de vias, iluminação pública) e também a regularização dos imóveis.
O PAC em Pinhais foi lançado em 2007 pelo presidente Lula. Estão sendo investidos R$ 40,3 milhões em 906 regularizações e construção de 747 unidades habitacionais, das quais 113 já estão em construção. Serão beneficiados moradores do Jardim Santa Clara, Jardim Dona Joaquina, Jardim Palmital, Jardim Tiradentes, Governador e Sol Nascente (entre a avenida Victor Ferreira do Amaral e Vila União), Jardim Bonilauri e Jardim Jerivá.

*Com informações da Prefeitura de Pinhais

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

André Vargas reúne-se com ministro da Saúde


Deputado discutiu emendas de bancada de R$ 170 mi para contemplar diversos hospitais paranaenses


O deputado federal André Vargas (PT-PR) esteve na tarde de ontem, 19/01, em audiência com ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para discutir recursos para a área de saúde no Paraná. Vargas pediu atenção especial das emendas de bancada que somam R$ 170.000.000,00 para a rede de hospitais do Estado, especialmente os filantrópicos.
 
Serão três emendas coletivas. A primeira de R$ 50.000.000,00, para reequipamento de hospitais do Paraná, sendo contempladas a Santa Casa, de Ponta Grossa, Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, de Guarapuava e Hospital do Câncer, de Umuarama.
 
A segunda emenda, no valor de R$ 40.000.000,00, beneficiará a Santa Casa de Londrina, o Hospital Evangélico de Londrina e o João de Freitas, de Arapongas. A Santa Casa de Londrina recebeu no ano passado R$ 23,5 milhões da bancada federal para a conclusão de novo prédio que dobrará a capacidade de atendimento do hospital. Esses novos recursos serão para equipar o novo prédio que tem previsão de inauguração para o início de 2012.
 
Já a terceira emenda será de R$ 80.000.000,00 e contemplará a rede hospitalar filantrópica do Paraná.
 
Segundo o deputado André Vargas, o ministro Alexandre Padilha foi bem receptivo e ressaltou que a área de saúde terá atenção especial no governo de Dilma Rousseff.
 
Na foto, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o deputado federal André Vargas.
Foto: Ricardo Weg
blog do André Vargas.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Maior respeito a direitos trabalhistas acompanha expansão do emprego formal, diz Ipea


A expansão do emprego no Brasil está sendo acompanhada por um maior respeito aos direitos dos trabalhadores. Essa é uma das constatações do estudo quantitativo Sistema de Indicadores de Percepção Social: Direitos do Trabalhador e Qualificação Profissional, divulgado ontem (19) no Rio de Janeiro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
“O emprego está crescendo forte no país, pelo menos desde 2004”, disse o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, André Gambier Campos. De 1999 a 2003, a média de criação de empregos formais no país foi de 650 mil. De 2004 a 2009, essa média dobrou para 1,3 milhão de empregos. Em 2010, chegou a 2,136 milhões.


Segundo Campos, existe uma tendência de aumento de trabalhadores que recebem salário pelo seu trabalho com carteira assinada, processo que ele chama de assalariamento. “Isso, na verdade, está levando, em algumas dimensões, a um maior respeito aos direitos trabalhistas no Brasil”, analisou o pesquisador.
O estudo mostra também que há cada vez menos pessoas fazendo horas extras no país, uma questão que aparecia com frequência na Justiça do Trabalho, conforme lembrou Campos. “E quando [os trabalhadores] fazem horas extras, elas tendem a ser remuneradas adequadamente, [eles] recebem adicional, como determina a Constituição Federal. Ou, então, há a hora extra compensada pelo banco de horas ou compensação individual.”
De acordo com Campos, o mesmo não ocorre, no entanto, no que diz respeito às questões relacionadas à segurança e saúde no trabalho. “A pesquisa do Ipea está mostrando que ainda tem desrespeito muito grande [nessas áreas]”. Segundo o estudo, 37% dos empregados com carteira assinada relatam problemas que afetam sua saúde ou mesmo sua vida no local de trabalho. “É um percentual muito alto”, analisou o técnico do Ipea.
Dentre os que relatam problemas, menos da metade recebe adicional de insalubridade ou de periculosidade, benefícios previstos nas normas trabalhistas. “Ou seja, o que a gente está observando é que mesmo com todo o crescimento do emprego com carteira, da maior proteção ao trabalhador, tem aspectos ali, como segurança e saúde do trabalho, que são aspectos chave e cruciais, que ainda são desrespeitados pelas empresas”.
Os pesquisadores do Ipea se surpreenderam com as respostas obtidas das 2.770 pessoas, entrevistadas nas cinco regiões brasileiras, relativas a atitudes de discriminação e de assédio moral ou sexual no ambiente de trabalho. “A pesquisa mostrou que esse é um fenômeno bem mais circunscrito, mais localizado, ou seja, bem mais reduzido, na verdade”.
Entre os assalariados com carteira assinada, 8,3% relataram problemas no local de trabalho, não necessariamente com eles, mas dos quais tomaram conhecimento, a respeito de atitudes discriminatórias de um representante da empresa.
Em relação ao assédio moral ou sexual, o estudo revela que 4,9% dos empregados disseram ter tido problemas desse tipo. “É um problema grave, sem sombra de dúvida mas, aparentemente, no mercado de trabalho assalariado que o Brasil tem hoje, de emprego com carteira, é um fenômeno que está tendendo a se circunscrever, a diminuir a sua relevância no cotidiano do trabalho”.

Governo prepara medidas legislativas para prevenir catástrofes

O vice-presidente Michel Temer e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vão apresentar ao Congresso Nacional um projeto de reformas legislativas referente à ocupação e ao uso do solo, com o intuito de prevenir catástrofes como a que afeta atualmente o Rio de Janeiro.
Em reunião na tarde de ontem (19), Temer e Cardozo começaram a traçar as diretrizes do pacote. Elas serão discutidas posteriormente com representantes de outros ministérios e apresentadas à presidenta Dilma Rousseff. As mudanças na lei poderão ser apresentadas ao Congresso na forma de projeto de lei, de medida provisória ou de decreto legislativo.
“O Ministério da Justiça e a Vice-Presidência foram incumbidos pela presidenta da República de encontrar fórmulas legislativas para prevenir acidentes dessa natureza. A ideia é apresentar, logo na abertura do ano legislativo [as propostas] o que não puder ser feito por medida provisória”, explicou Temer. O ano legislativo começa em fevereiro.
O principal foco das mudanças deve ser o Estatuto das Cidades. Temer e Cardozo afirmam que não se trata de uma revisão geral e profunda do estatuto, mas admitem que ele será aperfeiçoado. Os dois pretendem, por exemplo, mudar a regra que prevê a obrigatoriedade de plano diretor para ocupação e uso do solo apenas para cidades com mais de 20 mil habitantes.
“às vezes, uma cidade que ainda não tem essa população já apresenta ocupação irregular em áreas de risco. Aí, quando ela completa os 20 mil habitantes e vai fazer o plano, a situação já está consolidada. Então, devemos mexer nessa regra”, afirmou o vice-presidente.
Outro ponto a ser estudado pelos dois será a questão da ocupação de áreas de encostas. Eles devem procurar uma forma legislativa de impedir essa ocupação e de responsabilizar prefeitos e municípios que permitam a situação. “Só que nós precisamos encontrar uma forma de penalizar o prefeito e o município, sem prejudicar a população que vive naquele município”, disse Temer.
O vice-presidente e o ministro da Justiça deverão tratar do assunto com a presidenta Dilma em reunião na próxima semana. Para apresentar o plano de reformas já na volta dos trabalhos legislativos, Temer e Cardozo terão de concluir o estudo até o dia 2 de fevereiro.

PT Nacional

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

IMPLANTAÇÃO DOS CARTEIROS NO BAIRRO GUARITUBA

O Vereador Edson Ribeiro (PT), empenhou-se numa luta pela a implantação de carteiros em todo o bairro Guarituba, onde ainda não existe este serviço. Depois de muita luta e insistência, várias reuniões com o Diretor Estadual dos Correios Senhor Itamar Ribeiro, com a Célia gerente da ACT de Piraquara, chegamos ao final da primeira conquista. Foi concluída a primeira etapa e iniciada a entrega de correspondências no dia 17 de janeiro de 2011, nas seguintes regiões: Vila Mariana, Monte Líbano, Tarumã IV, Bosque dos Pinheiros e Tocantins. Para isso foi preciso muito esforço e persistência, foi refeito todos os números prediais destas vilas o que corresponde mais de 1200 lotes.
Os moradores foram informados dos números que corresponde aos seus lotes ficando do lado direito par e do lado esquerdo impar.

Com isso esta região se torna a área mais organizada em relação a este serviço. Também foram confeccionadas as placas com os nomes das ruas e seus respectivos CEPS, isto foi feito em parceria com os comerciantes locais, onde cada placa leva o nome dos seus patrocinadores. Agora pedimos a colaboração dos moradores para que atualizem o seu endereço para seus emitentes.

Esta é uma conquista do Vereador Edson Ribeiro e sua equipe, ele é o idealizador da Implantação dos Carteiros, a próxima etapa irá beneficiar as seguintes regiões: Jardim dos Estados, Guarituba redondo e região, Jardim Guarani, Parque das Rosas, Parque das Araucárias, Parque das Andorinhas e Guarituba Pequena.
        
O Vereador Edson Ribeiro agradece todos os funcionários dos correios, prefeitura e comerciantes que colaboraram para a implantação deste serviço.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Dilma sobre tragédia no Rio: 'Agora é resgatar, depois reconstruir'

presidente Dilma Rousseff sobrevoou ontem (13) a região serrana do Rio de Janeiro e deu uma entrevista coletiva ao lado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Ao falar sobre o momento dramático por que passa a região, ela lembrou que estava ali para se solidarizar com as pessoas que sofrem com a tragédia. Até as 18h30, foram contabilizadas 432 mortes, no Rio.
Dilma disse que o momento é de "minimizar o sofrimento". "Agora é resgatar as vítimas, depois reconstruir", afirmou a presidente, dando o aval para a cooperação necessária entre governo federal e estadual. "Ajudaremos os atingidos pelas enchentes da forma menos burocrática e mais rápida possível."
"O governo federal está aqui cooperando, como estamos fazendo nos últimos anos, no sentido de resgatar, reconstruir e prevenir também."
A presidente afirmou que o Governo Federal fará nas cidades atingidas pelas chuvas o que tem feito em diversas outras áreas do país onde vivem famílias em áreas de risco, Dilma disse que as pessoas desabrigadas serão relacionadas em projetos como o Minha Casa, Minha Vida.
“Temos que ter uma política de habitação no país. A última que tivemos foi na época do BNH [Banco Nacional de Habitação]. Depois, agora no governo do presidente Lula, fizemos o Minha Casa, Minha Vida e continuarei com o Minha Casa, Minha Vida 2”, disse.
Já o governador do Rio, Sérgio Cabral, fez um apelo para que as prefeituras proíbam a construção de casas em áreas de risco. “Aqui não pode construir. É duro dizer isso, mas tem que dizer”, afirmou.
Em Nova Friburgo, Dilma sobrevoou de helicóptero a região serrana do Rio de Janeiro e desceu no campo de futebol do Friburguense acompanhada de seis ministros e do governador do Rio, Sérgio Cabral. Ela visitou a Praça Getúlio Vargas, no centro de Nova Friburgo. A praça continua coberta de lama e lixo trazidos pela enxurrada.
Bolsa Família

Outra medida anunciada pela presidente é a da antecipação do pagamento do Bolsa Família e do aluguel social (beneficío que a família recebe para custear outra casa) aos moradores das cidades fluminenses atingidas pelas chuvas dos últimos dias.
”Nós vamos atender os desabrigados, os 5 mil, com algumas medidas. Uma delas é o aluguel social, a outra, estamos antecipando o Bolsa Família e o benefício da prestação continuada. Essa é uma ação específica para esse momento”, disse a presidenta.
"A prevenção não é uma questão de defesa civil apenas, mas também de municípios, Estados e Governo Federal"
Minas e São Paulo
Em Minas Gerais, 70 cidades estão em situação de emergência e foram registradas 16 mortes. De acordo com a Defesa Civil do Estado, quatro cidades decretaram situação de emergência: Guaraciaba, Inhapim, Maria da Fé e Itamonte. Em todo o estado, 15.630 pessoas tiveram que deixar suas casas e 2.295 estão em abrigos. O total de pessoas afetadas passa de 1 milhão.
Em São Paulo, a população de Franco da Rocha enfrenta seu terceiro dia de inundação. O rio que corta a cidade, o Juqueri, ainda não baixou. Os moradores temem que a Sabesp aumente o volume de água liberado pela comporta da Represa Paiva Castro. O superintendente de Sabesp, Hélio Castro, foi até o local pela manhã e negou a possibilidade.
“Queremos, na verdade, diminuir [a vazão] cada vez mais. Estamos agora com 10 metros cúbicos por segundo e a ideia é chegar a 1 metro [cúbico/segundo]. Mas isso também depende do tempo. O que não podemos é deixar que a represa suba novamente. Estamos monitorando o nível da represa, do rio e a vazão que está sendo descarregada”, disse.
Castro declarou que as chuvas intensas que caíram na região no fim da noite do dia 10 e na madrugada do dia 11 deixaram o reservatório com a capacidade máxima de armazenamento.
“A represa estava ajudando a minimizar o problema. Mas a vazão do Rio Juqueri fez com que o nível da represa, que era de 46%, subisse para 96%. Em uma situação dessas não há outra coisa a fazer a não ser descarregamento [abertura das comportas para escoar a água da represa]”. Se a água ultrapassasse o limite da barragem, as consequências poderiam ser, segundo ele, "catastróficas".
Doações

A Caixa Econômica Federal e o Bradesco anunciaram a abertura de contas correntes para receber doações em solidariedade às vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro.
A conta aberta pela Caixa está em nome da Defesa Civil do Rio de Janeiro. Os depósitos devem ser feitos na agência 0199, conta 2011-0 e para a operação 006. Já a conta aberta pelo Bradesco é em nome do Fundo Estadual de Assistência Social. A agência para os depósitos é a de número 6570-6 e a conta é 2011-7.
Rede Brasil Atual

Reunião no Jardim dos Estados - Guarituba- Piraquara- Pr.

Amanhã dia 15 de Janeiro de 2011, ás 15h00 terá uma reunião com a Associação de Moradores do Jardim dos Estados e o Vereador Edson Ribeiro na Igreja Divino Espirito Santo, a principal pauta da reunião será a Implantação de Carteiros.

Sua presença é importante. Compareça.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Leia a íntegra do discurso de posse de Dilma Rousseff #PosseDilma

"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Pela decisão soberana do povo, hoje será a primeira vez que a faixa presidencial cingirá o ombro de uma mulher.
Sinto uma imensa honra por essa escolha do povo brasileiro e sei do significado histórico desta decisão.
Sei, também, como é aparente a suavidade da seda verde-amarela da faixa presidencial, pois ela traz consigo uma enorme responsabilidade perante a nação.
Para assumi-la, tenho comigo a força e o exemplo da mulher brasileira. Abro meu coração para receber, neste momento, uma centelha de sua imensa energia.
E sei que meu mandato deve incluir a tradução mais generosa desta ousadia do voto popular que, após levar à presidência um homem do povo, decide convocar uma mulher para dirigir os destinos do país.
Venho para abrir portas para que muitas outras mulheres, também possam, no futuro, ser presidenta; e para que - no dia de hoje - todas as brasileiras sintam o orgulho e a alegria de ser mulher.
Não venho para enaltecer a minha biografia; mas para glorificar a vida de cada mulher brasileira. Meu compromisso supremo é honrar as mulheres, proteger os mais frágeis e governar para todos!
Venho, antes de tudo, para dar continuidade ao maior processo de afirmação que este país já viveu.
Venho para consolidar a obra transformadora do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, com quem tive a mais vigorosa experiência política da minha vida e o privilégio de servir ao país, ao seu lado, nestes últimos anos.
De um presidente que mudou a forma de governar e levou o povo brasileiro a confiar ainda mais em si mesmo e no futuro do seu País.
A maior homenagem que posso prestar a ele é ampliar e avançar as conquistas do seu governo. Reconhecer, acreditar e investir na força do povo foi a maior lição que o presidente Lula deixou para todos nós.
Sob sua liderança, o povo brasileiro fez a travessia para uma outra margem da história.
Minha missão agora é de consolidar esta passagem e avançar no caminho de uma nação geradora das mais amplas oportunidades.
Quero, neste momento, prestar minha homenagem a outro grande brasileiro, incansável lutador, companheiro que esteve ao lado do Presidente Lula nestes oito anos: nosso querido Vice José Alencar. Que exemplo de coragem e de amor à vida nos dá este homem!! E que parceria fizeram o presidente Lula e o vice-presidente José Alencar, pelo Brasil e pelo nosso povo!!
Eu e Michel Temer nos sentimos responsáveis por seguir no caminho iniciado por eles.
Um governo se alicerça no acúmulo de conquistas realizadas ao longo da história. Ele sempre será, ao seu tempo, mudança e continuidade. Por isso, ao saudar os extraordinários avanços recentes, é justo lembrar que muitos, a seu tempo e a seu modo, deram grandes contribuições às conquistas do Brasil de hoje.
Vivemos um dos melhores períodos da vida nacional: milhões de empregos estão sendo criados; nossa taxa de crescimento mais que dobrou e encerramos um longo período de dependência do FMI, ao mesmo tempo em que superamos nossa dívida externa.
Reduzimos, sobretudo, a nossa histórica dívida social, resgatando milhões de brasileiros da tragédia da miséria e ajudando outros milhões a alcançarem a classe média.
Mas, em um país com a complexidade do nosso, é preciso sempre querer mais, descobrir mais, inovar nos caminhos e buscar novas soluções.
Só assim poderemos garantir, aos que melhoraram de vida, que eles podem alcançar mais; e provar, aos que ainda lutam para sair da miséria, que eles podem, com a ajuda do governo e de toda sociedade, mudar de patamar.
Que podemos ser, de fato, uma das nações mais desenvolvidas e menos desiguais do mundo - um país de classe média sólida e empreendedora.
Uma democracia vibrante e moderna, plena de compromisso social, liberdade política e criatividade institucional.
Queridos brasileiros e queridas brasileiras, para enfrentar estes grandes desafios é preciso manter os fundamentos que nos garantiram chegar até aqui.
Mas, igualmente, agregar novas ferramentas e novos valores.
Na política é tarefa indeclinável e urgente uma reforma política com mudanças na legislação para fazer avançar nossa jovem democracia, fortalecer o sentido programático dos partidos e aperfeiçoar as instituições, restaurando valores e dando mais transparência ao conjunto da atividade pública.
Para dar longevidade ao atual ciclo de crescimento é preciso garantir a estabilidade de preços e seguir eliminando as travas que ainda inibem o dinamismo de nossa economia, facilitando a produção e estimulando a capacidade empreendedora de nosso povo, da grande empresa até os pequenos negócios locais, do agronegócio à agricultura familiar.
É, portanto, inadiável a implementação de um conjunto de medidas que modernize o sistema tributário, orientado pelo princípio da simplificação e da racionalidade. O uso intensivo da tecnologia da informação deve estar a serviço de um sistema de progressiva eficiência e elevado respeito ao contribuinte.
Valorizar nosso parque industrial e ampliar sua força exportadora será meta permanente. A competitividade de nossa agricultura e da pecuária, que faz do Brasil grande exportador de produtos de qualidade para todos os continentes, merecerá toda nossa atenção. Nos setores mais produtivos a internacionalização de nossas empresas já é uma realidade.
O apoio aos grandes exportadores não é incompatível com o incentivo à agricultura familiar e ao microempreendedor. As pequenas empresas são responsáveis pela maior parcela dos empregos permanentes em nosso país. Merecerão políticas tributárias e de crédito perenes.
Valorizar o desenvolvimento regional é outro imperativo de um país continental, sustentando a vibrante economia do nordeste, preservando e respeitando a biodiversidade da Amazônia no norte, dando condições à extraordinária produção agrícola do centro-oeste, a força industrial do sudeste e a pujança e o espírito de pioneirismo do sul.
É preciso, antes de tudo, criar condições reais e efetivas capazes de aproveitar e potencializar, ainda mais e melhor, a imensa energia criativa e produtiva do povo brasileiro.
No plano social, a inclusão só será plenamente alcançada com a universalização e a qualificação dos serviços essenciais. Este é um passo, decisivo e irrevogável, para consolidar e ampliar as grandes conquistas obtidas pela nossa população.
É, portanto, tarefa indispensável uma ação renovada, efetiva e integrada dos governos federal, estaduais e municipais, em particular nas áreas da saúde, da educação e da segurança, vontade expressa das famílias brasileiras.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a luta mais obstinada do meu governo será pela erradicação da pobreza extrema e a criação de oportunidades para todos.
Uma expressiva mobilidade social ocorreu nos dois mandatos do Presidente Lula. Mas, ainda existe pobreza a envergonhar nosso país e a impedir nossa afirmação plena como povo desenvolvido.
Não vou descansar enquanto houver brasileiros sem alimentos na mesa, enquanto houver famílias no desalento das ruas, enquanto houver crianças pobres abandonadas à própria sorte. O congraçamento das famílias se dá no alimento, na paz e na alegria. E este é o sonho que vou perseguir!
Esta não é tarefa isolada de um governo, mas um compromisso a ser abraçado por toda sociedade. Para isso peço com humildade o apoio das instituições públicas e privadas, de todos os partidos, das entidades empresariais e dos trabalhadores, das universidades, da juventude, de toda a imprensa e de das pessoas de bem.
A superação da miséria exige prioridade na sustentação de um longo ciclo de crescimento. É com crescimento que serão gerados os empregos necessários para as atuais e as novas gerações.
É com crescimento, associado a fortes programas sociais, que venceremos a desigualdade de renda e do desenvolvimento regional.
Isso significa - reitero - manter a estabilidade econômica como valor absoluto. Já faz parte de nossa cultura recente a convicção de que a inflação desorganiza a economia e degrada a renda do trabalhador. Não permitiremos, sob nenhuma hipótese, que esta praga volte a corroer nosso tecido econômico e a castigar as famílias mais pobres.
Continuaremos fortalecendo nossas reservas para garantir o equilíbrio das contas externas. Atuaremos decididamente nos fóruns multilaterais na defesa de políticas econômicas saudáveis e equilibradas, protegendo o país da concorrência desleal e do fluxo indiscriminado de capitais especulativos.
Não faremos a menor concessão ao protecionismo dos países ricos que sufoca qualquer possibilidade de superação da pobreza de tantas nações pela via do esforço de produção.
Faremos um trabalho permanente e continuado para melhorar a qualidade do gasto público. O Brasil optou, ao longo de sua história, por construir um estado provedor de serviços básicos e de previdência social pública. Isso significa custos elevados para toda a sociedade, mas significa também a garantia do alento da aposentadoria para todos e serviços de saúde e educação universais. Portanto, a melhoria dos serviços é também um imperativo de qualificação dos gastos governamentais.
Outro fator importante da qualidade da despesa é o aumento dos níveis de investimento em relação aos gastos de custeio. O investimento público é essencial como indutor do investimento privado e como instrumento de desenvolvimento regional.
Através do Programa de Aceleração do Crescimento e do Minha Casa Minha Vida, manteremos o investimento sob estrito e cuidadoso acompanhamento da Presidência da República e dos ministérios.
O PAC continuará sendo um instrumento de coesão da ação governamental e coordenação voluntária dos investimentos estruturais dos estados e municípios. Será também vetor de incentivo ao investimento privado, valorizando todas as iniciativas de constituição de fundos privados de longo prazo.
Por sua vez, os investimentos previstos para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas serão concebidos de maneira a dar ganhos permanentes de qualidade de vida, em todas as regiões envolvidas.
Este princípio vai reger também nossa política de transporte aéreo. É preciso, sem dúvida, melhorar e ampliar nossos aeroportos para a Copa e as Olimpíadas. Mas é mais que necessário melhorá-los já, para arcar com o crescente uso deste meio de transporte por parcelas cada vez mais amplas da população brasileira.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança.
Nas últimas duas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio.
Para isso, vamos ajudar decididamente os municípios a ampliar a oferta de creches e de pré escolas.
No ensino médio, além do aumento do investimento publico vamos estender a vitoriosa experiência do PROUNI para o ensino médio profissionalizante, acelerando a oferta de milhares de vagas para que nossos jovens recebam uma formação educacional e profissional de qualidade.
Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens.
Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, consolidar o Sistema Único de Saúde será outra grande prioridade do meu governo.
Para isso, vou acompanhar pessoalmente o desenvolvimento desse setor tão essencial para o povo brasileiro.
Quero ser a presidenta que consolidou o SUS, tornando-o um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo.
O SUS deve ter como meta a solução real do problema que atinge a pessoa que o procura, com uso de todos os instrumentos de diagnóstico e tratamento disponíveis, tornando os medicamentos acessíveis a todos, além de fortalecer as políticas de prevenção e promoção da saúde.
Vou usar a força do governo federal para acompanhar a qualidade do serviço prestado e o respeito ao usuário.
Vamos estabelecer parcerias com o setor privado na área da saúde, assegurando a reciprocidade quando da utilização dos serviços do SUS.
A formação e a presença de profissionais de saúde adequadamente distribuídos em todas as regiões do país será outra meta essencial ao bom funcionamento do sistema.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, a ação integrada de todos os níveis de governo e a participação da sociedade é o caminho para a redução da violência que constrange a sociedade e as famílias brasileiras.
Meu governo fará um trabalho permanente para garantir a presença do Estado em todas as regiões mais sensíveis à ação da criminalidade e das drogas, em forte parceria com Estados e Municípios.
O estado do Rio de Janeiro mostrou o quanto é importante, na solução dos conflitos, a ação coordenada das forças de segurança dos três níveis de governo, incluindo - quando necessário - a participação decisiva das Forças Armadas.
O êxito desta experiência deve nos estimular a unir as forças de segurança no combate, sem tréguas, ao crime organizado, que sofistica a cada dia seu poder de fogo e suas técnicas de aliciamento de jovens.
Buscaremos também uma maior capacitação federal na área de inteligência e no controle das fronteiras, com uso de modernas tecnologias e treinamento profissional permanente.
Reitero meu compromisso de agir no combate as drogas, em especial ao avanço do crack, que desintegra nossa juventude e infelicita as famílias.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, o Pré-Sal é nosso passaporte para o futuro, mas só o será plenamente se produzir uma síntese equilibrada de avanço tecnológico, avanço social e cuidado ambiental.
A sua própria descoberta é resultado do avanço tecnológico brasileiro e de uma moderna política de investimentos em pesquisa e inovação. Seu desenvolvimento será fator de valorização da empresa nacional e seus investimentos serão geradores de milhares de novos empregos.
O grande agente desta política é a Petrobrás, símbolo histórico da soberania brasileira na produção energética.
O meu governo terá a responsabilidade de transformar a enorme riqueza obtida no Pré Sal em poupança de longo prazo, capaz de fornecer às atuais e às futuras gerações a melhor parcela dessa riqueza, transformada, ao longo do tempo, em investimentos efetivos na qualidade dos serviços públicos, na redução da pobreza e na valorização do meio ambiente. Recusaremos o gasto apressado, que reserva às futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
Meus queridos brasileiros e brasileiras, muita coisa melhorou em nosso país, mas estamos vivendo apenas o início de uma nova era. O despertar de um novo Brasil.
Recorro a um poeta da minha terra: "o que tem de ser, tem muita força".
Pela primeira vez o Brasil se vê diante da oportunidade real de se tornar, de ser, uma nação desenvolvida. Uma nação com a marca inerente da cultura e do estilo brasileiros - o amor, a generosidade, a criatividade e a tolerância.
Uma nação em que a preservação das reservas naturais e das suas imensas florestas, associada à rica biodiversidade e a matriz energética mais limpa do mundo, permitem um projeto inédito de país desenvolvido com forte componente ambiental.
O mundo vive num ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica. Ela se processa tanto na decifração de códigos desvendadores da vida quanto na explosão da comunicação e da informática.
Temos avançado na pesquisa e na tecnologia, mas precisamos avançar muito mais. Meu governo apoiará fortemente o desenvolvimento científico e tecnológico para o domínio do conhecimento e a inovação como instrumento da produtividade.
Mas o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade.
Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo em todas as regiões de nossos bens culturais e expandindo a exportação da nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.
Em suma: temos que combater a miséria, que é a forma mais trágica de atraso, e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais sofisticadas da invenção tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural.
Justiça social, moralidade, conhecimento, invenção e criatividade, devem ser, mais que nunca, conceitos vivos no dia-a-dia da nação.
Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente.
Somos e seremos os campeões mundiais de energia limpa, um país que sempre saberá crescer de forma saudável e equilibrada.
O etanol e as fontes de energia hídricas terão grande incentivo, assim como as fontes alternativas: a biomassa, a eólica e a solar. O Brasil continuará também priorizando a preservação das reservas naturais e das florestas.
Nossa política ambiental favorecerá nossa ação nos fóruns multilaterais. Mas o Brasil não condicionará sua ação ambiental ao sucesso e ao cumprimento, por terceiros, de acordos internacionais.
Defender o equilíbrio ambiental do planeta é um dos nossos compromissos nacionais mais universais.
Meus queridos brasileiros e brasileiras, nossa política externa estará baseada nos valores clássicos da tradição diplomática brasileira: promoção da paz, respeito ao princípio de não-intervenção, defesa dos Direitos Humanos e fortalecimento do multilateralismo.
O meu governo continuará engajado na luta contra a fome e a miséria no mundo.
Seguiremos aprofundando o relacionamento com nossos vizinhos sul-americanos; com nossos irmãos da América Latina e do Caribe; com nossos irmãos africanos e com os povos do Oriente Médio e dos países asiáticos. Preservaremos e aprofundaremos o relacionamento com os Estados Unidos e com a União Europeia.
Vamos dar grande atenção aos países emergentes.
O Brasil reitera, com veemência e firmeza, a decisão de associar seu desenvolvimento econômico, social e político ao de nosso continente.
Podemos transformar nossa região em componente essencial do mundo multipolar que se anuncia, dando consistência cada vez maior ao Mercosul e à UNASUL. Vamos contribuir para a estabilidade financeira internacional, com uma intervenção qualificada nos fóruns multilaterais.
Nossa tradição de defesa da paz não nos permite qualquer indiferença frente à existência de enormes arsenais atômicos, à proliferação nuclear, ao terrorismo e ao crime organizado transnacional.
Nossa ação política externa continuará propugnando pela reforma dos organismos de governança mundial, em especial as Nações Unidas e seu Conselho de Segurança.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, disse, no início deste discurso, que eu governarei para todos os brasileiros e brasileiras. E vou fazê-lo.
Mas é importante lembrar que o destino de um país não se resume à ação de seu governo. Ele é o resultado do trabalho e da ação transformadora de todos os brasileiros e brasileiras. O Brasil do futuro será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ele hoje. Do tamanho da participação de todos e de cada um:
Dos movimentos sociais,
dos que labutam no campo,
dos profissionais liberais,
dos trabalhadores e dos pequenos empreendedores,
dos intelectuais,
dos servidores públicos,
dos empresários,
das mulheres,
dos negros, dos índios e dos jovens,
de todos aqueles que lutam para superar distintas formas de discriminação.
Quero estar ao lado dos que trabalham pelo bem do Brasil na solidão amazônica, na seca nordestina, na imensidão do cerrado, na vastidão dos pampas.
Quero estar ao lado dos que vivem nos aglomerados metropolitanos, na vastidão das florestas; no interior ou no litoral, nas capitais e nas fronteiras do Brasil.
Quero convocar todos a participar do esforço de transformação do nosso país.
Respeitada a autonomia dos poderes e o princípio federativo, quero contar com o Legislativo e o Judiciário, e com a parceria de governadores e prefeitos para continuarmos desenvolvendo nosso País, aperfeiçoando nossas instituições e fortalecendo nossa democracia.
Reafirmo meu compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais; da liberdade de culto e de religião; da liberdade de imprensa e de opinião.
Reafirmo que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras. Quem, como eu e tantos outros da minha geração, lutamos contra o arbítrio e a censura, somos naturalmente amantes da mais plena democracia e da defesa intransigente dos direitos humanos, no nosso País e como bandeira sagrada de todos os povos.
O ser humano não é só realização prática, mas sonho; não é só cautela racional, mas coragem, invenção e ousadia. E esses são elementos fundamentais para a afirmação coletiva da nossa nação.
Eu e meu vice Michel Temer fomos eleitos por uma ampla coligação partidária. Estamos construindo com eles um governo onde capacidade profissional, liderança e a disposição de servir ao país serão os critérios fundamentais.
Mais uma vez estendo minha mão aos partidos de oposição e as parcelas da sociedade que não estiveram conosco na recente jornada eleitoral. Não haverá de minha parte discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir deste momento sou a presidenta de todos os brasileiros, sob a égide dos valores republicanos.
Serei rígida na defesa do interesse público. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle e investigação terão todo o meu respaldo para aturem com firmeza e autonomia.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros, dediquei toda a minha vida a causa do Brasil. Entreguei minha juventude ao sonho de um país justo e democrático. Suportei as adversidades mais extremas infligidas a todos que ousamos enfrentar o arbítrio. Não tenho qualquer arrependimento, tampouco ressentimento ou rancor.
Muitos da minha geração, que tombaram pelo caminho, não podem compartilhar a alegria deste momento. Divido com eles esta conquista, e rendo-lhes minha homenagem.
Esta dura caminhada me fez valorizar e amar muito mais a vida e me deu sobretudo coragem para enfrentar desafios ainda maiores. Recorro mais uma vez ao poeta da minha terra:
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem"
É com esta coragem que vou governar o Brasil. Mas mulher não é só coragem. É carinho também. Carinho que dedico a minha filha e ao meu neto. Carinho com que abraço a minha mãe que me acompanha e me abençoa.
É com este mesmo carinho que quero cuidar do meu povo, e a ele - só a ele - dedicar os próximos anos da minha vida.
Que Deus abençoe o Brasil!
Que Deus abençoe a todos nós!"

Cohapar e Caixa Econômica fazem primeira reunião de trabalho do ano

O presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Mounir Chaowiche, recebeu, nesta terça-feira (4), os superintendentes e técnicos da Caixa Econômica Federal para discutir o andamento de obras da empresa e a contratação de novos empreendimentos.
“Pretendemos aumentar ainda mais a relação que o governo do Paraná tem com a Caixa e, para isso, vamos dar especial atenção às obras que estão com o cronograma atrasado para, num futuro bem próximo, podermos voltar a contratar novos empreendimentos”, disse Mounir.
Para a contratação de novos empreendimentos, a empresa deve retomar as obras e dar pleno andamento para que a Caixa aceite receber novos projetos. Foi acordado que a Cohapar vai apresentar uma proposta atualizando sua atuação no estado e todas as metas a serem cumpridas.
“A nossa parceria já existe, e agora está ainda mais consolidada. Esta reunião mostrou que a Cohapar está preocupada não só em levantar os problemas atuais, e sim em apresentar soluções para cada questão. Tenho certeza que com a liderança do Mounir a Cohapar, mais uma vez, voltará a ser referência em todo o País”, disse Jorge Kalache Filho, superintendente da região Leste da Caixa.
O superintendente da regional Oeste da Caixa, Claudemir Desto, afirmou que a Cohapar possui um quadro funcional muito competente e que uma parceria ainda mais forte será positiva para o Estado. “É extremamente importante este trabalho de viabilizar a construção de moradias para famílias de baixa renda e, com a estrutura que a Cohapar tem, é um braço fundamental para tanto para a Caixa quanto para o governo federal”.
Olides Millezi Júnior, gerente regional da Caixa, representando a superintendência Norte, acredita na retomada de obras e em novas contratações. “Hoje pudemos perceber que as vamos desenvolver ainda mais parcerias. Com esta nova gestão do governo estadual vamos alcançar o objetivo maior, que é atender cada vez mais paranaenses”, destacou.
“Estamos trabalhando em uma parceria muito produtiva e sólida, que já rendeu muitos frutos à sociedade paranaense. Hoje vislumbramos novas contratações e vamos apresentar um plano de metas para a Caixa. Mas isso vai depender do bom rendimento das nossas obras. Faremos o melhor dentro da Cohapar para que mais pessoas tenham sua cidadania resgatada com a conquista da casa própria”, disse Mounir.
“Só aceitei este grande desafio porque tinha a certeza de que podia contar com a parceria da Caixa e estarei vigilante para que vocês tenham orgulho de serem nossos parceiros. Está nas nossas mãos ajudar a erradicar a miséria e as habitações precárias do Paraná”, finalizou o presidente da Cohapar.
Durante a reunião, Mounir explicou aos representantes da Caixa que a Companhia está estudando uma revisão nos modelos dos projetos. “Queremos adotar um sistema construtivo mais simples, pois é mais prático e racional, além de facilitar a vida das famílias para futuras ampliações”. 

Fonte: Fabio Campana

Dilma quer popularizar internet e tablets, diz Paulo Bernardo

Paulo Bernardo (Comunicações) disse ao Estadão que a presidenta Dilma quer massificar o acesso à internet através do Plano Nacional de Banda Larga - que prevê banda larga a preços populares. “Ela acha que isso poderá, num prazo razoavelmente curto, significar um aumento muito grande da produtividade do trabalho, melhor aproveitamento da estudantada na escola, melhor desempenho dos professores, as empresas serão altamente beneficiadas”;
Dilma quer que a nova classe média possa comprar tablets a prestação. Medidas de incentivo na forma de crédito e tributação favorecidos poderão ser adotadas. "A Dilma falou assim: chama os produtores nacionais de computador e faz uma negociação com eles para fornecer tablets com preço mais popular. Preço popular seria R$ 400, R$ 500, algo que a prestação caiba no bolso", disseo ministro.
 
Fonte: Deputado Federal André Vargas.

Governo estuda ajustes ao orçamento e medidas contra desvalorização do dólar

O Orçamento Geral da União para 2011 sofrerá alguns ajustes, a serem preparados pelos ministérios, e medidas serão adotadas pelo governo para evitar uma maior desvalorização do dólar, anunciou nesta terça-feira (4/1) o ministro Guido Mantega, em coletiva à imprensa realizada no Ministério da Fazenda, em Brasília (DF). O volume de recursos a serem cortados deve ser definido em até 15 dias.
Mantega explicou que uma ação fiscal forte do governo neste primeiro ano ajudará o câmbio e diminuirá a demanda do Estado. “Estamos garantindo que haverá uma ação fiscal forte do governo”, disse Mantega, acrescentando que a redução de despesas poderá atingir o custeio da máquina pública. Isso poderá, futuramente, reduzir os juros, ajudando a política anti-inflacionária do Banco Central, afirmou. Segundo Mantega, o governo dará atenção especial ao dólar para evitar sua desvalorização exagerada, o que traz prejuízos aos exportadores, mas não quis revelar o “conjunto de bondades”, porque isso poderia causar uma grande procura por dólar no mercado.
“O governo está atento a esta questão do câmbio. Não permitiremos que o dólar derreta. Não vamos deixar os amigos americanos ter o dólar derretendo. O governo vai ajudar seja de forma direta ou indireta.”
Mantega insistiu em diversos momentos que a redução de gastos orçamentários não será linear. “Ainda não temos uma definição em relação a isto e vai demorar um pouco mais. Cada ministério está levantando o que podemos reduzir de custeio, postergar projetos… O governo começa janeiro com gasto pequeno.”
“Vamos analisar cada ministerio. Vamos reduzir gastos com passagens e diárias. Redução de serviços. Os projetos prioritários continuam. Os que puderem ser postergados. Não tenho um número. O parâmetro será aquele que conseguirmos reduzir. Isso faz parte do movimento ciclico. A economia brasileira já está consolidada e não precisa do estímulo fiscal, espaço para o gasto privado. O Estado pode sair ou reduzir as atividades. Teremos um resultado fiscal melhor para este ano. Não se trata de ajuste fiscal conservador. É um movimento de ajuste. Teremos crescimeto de 5% [do PIB] e reacomodação.”
De acordo com o ministro, a atuação da equipe econômica terá por objetivo assegurar um saldo na balança comercial deste ano na ordem de US$ 20 bilhões, próximo ao contabilizado em 2010. As previsões do mercado, conforme disse Mantega, são de saldo de cerca de US$ 8 bilhões. Na conversa com jornalistas, o ministro explicou que uma das medidas em curso diz respeito ao recebimento de créditos dos exportadores. O que antes demorava quatro anos foi reduzido para dois anos. Além disso, podem ser beneficiados exportadores que venderam a outros países 20% daquilo que foi produzido.
Mantega informou que o reajuste do salário mínimo de R$ 510,00 para R$ 540,00 trata-se do cumprimento de acordo com sindicatos dos trabalhadores e que valor superior pode causar efeitos na Previdência Social. O ministro afirmou que esta políticia de reajuste do mínimo é favorável aos trabalhadores e, neste momento, “é temerário aumento acima deste valor”.
“Aumento acima deste patamar causa aumento dos gastos da previdência… O aumento está coerente com conjunto da questão fiscal. Uma solução de equlíbrio. Acima disso não é desejável.”

PT nacional

Ana de Hollanda quer ouvir petistas e valorizar a classe artística

O PT será sempre ouvido na gestão e na criação de políticas públicas do Ministério. Foi o que assegurou a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, ao visitar o partido nesta terça-feira (4) para participar da reunião da secretaria nacional de Cultura. Ana ouviu representantes petistas de todo o Brasil, e defendeu programas específicos de valorização do artista – “do criador de arte” - e adiantou que vai priorizar as políticas que se relacionam com outras áreas do governo.
“A prioridade é o social, é o que se relaciona com as políticas sociais, de saúde, de educação, de segurança pública, de meio ambiente”, explicou a ministra. A presidenta Dilma também pediu à nova ministra da Cultura que dê continuidade aos planos já implantados, com eventuais correções de rumo ou de gestão, se forem necessários.
Ana de Hollanda disse que sente falta, no Ministério, de programas específicos para que “o criador, o artista, o trabalhador da cultura, não precise deixar sua arte para se dedicar a outra profissão.“ No caso do relacionamento com o PT, ela reconhece a força dos militantes petistas na construção de políticas culturais. Por isso, foi bem objetiva na resposta: “com o PT, terei um diálogo permanente”.

PT nacional

Aprovação de Lula bate novo recorde e chega a 87%, segundo CNI/Ibope

A aprovação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu novo recorde, chegando a 87% e superando os 85% da pesquisa anterior, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira.
A confiança no presidente voltou ao percentual recorde de 81%, após ter caído para 76% na pesquisa de setembro.
A avaliação positiva do governo subiu para 80% em dezembro, ante 77% em setembro, registrando novo recorde.
 
Para 16% dos entrevistados, o governo é considerado regular, contra 18% há três meses. A avaliação ruim/péssima permaneceu em 4%.
 
A pesquisa também mostrou que 62% dos entrevistados acreditam que o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, será ótimo/bom. Para outros 19%, o próximo governo será regular e para 9%, ruim/péssimo.
 
O levantamento mostrou ainda que 58% dos entrevistados acreditam que o governo Dilma será igual ao do presidente Lula, ante 18% que esperam uma gestão melhor da presidente eleita. Para 14%, o novo governo será pior.
 
O Ibope entrevistou 2.002 pessoas entre os dias 4 e 9 de dezembro, em 140 municípios. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
 
PT Nacional